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Autor: Por G1 MT
Fonte: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/obra-de-hospital-que-ja-custou-r-72-milhoes-esta-parada-ha-tres-anos-em-cuiaba-sem-conservacao-diz-cgu.ghtml

Obra de hospital que já custou R$ 72 milhões está parada há três anos em Cuiabá sem conservação, diz CGU

UFMT diz que obra está parada por falta de contrapartida do estado. MPF diz que vai investigar irregularidades na obra do novo Hospital Universitário Júlio Müller.
19 de Fevereiro,2018
Foto Por: Ascom/MPF

A Controladoria Geral da União (CGU), em Mato Grosso, aponta irregularidades no convênio firmado entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o governo do estado, por meio da Secretaria Estadual de Cidades (Secid), na construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller.

Com base nas irregularidades citadas no relatório, o Ministério Público Federal informou que vai investigar a execução da obra e disse ter convocado todos os envolvidos para uma reunião na próxima semana, na tentativa de solucionar o problema.

Uma fiscalização realizada pela CGU constatou que a construção está parada há mais de três anos, sem manutenção e conservação. A procuradora federal, Vanessa Zago, também visitou as obras e comprovou a situação de abandono.

A parte dos recursos que cabia à UFMT dentro do convênio era de R$ 72,1 milhões e foi totalmente disponibilizada para a obra, segundo o MPF. No entanto, ficou faltando a contrapartida do estado, o que tem impedido a retomada da obra. A previsão do custo total do projeto era de R$ 120 milhões, sendo 50% para a UFMT e 50% para o estado.

De acordo com o relatório da CGU, a situação mais grave é a falta de solução definitiva das partes envolvidas para que a obra seja concretizada. Caso o hospital não seja finalizado e entregue à população, os R$ 11.669.158,36 investidos serão perdidos.

A UFMT informou, por meio da assessoria de imprensa, que todas as questões referentes à obra são de responsabilidade do governo do estado.

A Secid, por sua vez, afirmou por meio de nota que o consórcio construtor não conseguiu concluir os trabalhos e executou apenas 9% do projeto. Além disso, a pasta afirmou ter criado uma comissão para trabalhar no edital de licitação, que deve ser publicado até final de março de 2018. O processo licitatório ocorrerá dentro das regras do Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

"A empresa vencedora da concorrência pública terá que elaborar e executar o novo projeto da unidade hospitalar. [...] Para a construção da unidade, estão depositados em conta-convênio mais de R$ 80 milhões, entre recursos federais e estaduais", diz trecho da nota.

De acordo com o projeto, a estrutura do novo hospital tem capacidade para 250 leitos, 23 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adulto, 16 UTIs pediátricas, 20 UTIs neonatal, 26 leitos pré-atendimento, além de farmácia, laboratório, seis para cirurgias, clínicas para diversas especialidades, entre outras funções.